
A incidência de doenças cardiovasculares (DCV) está aumentando com o envelhecimento populacional, especialmente no sexo feminino. De acordo com dados do Ministério da Saúde, o infarto e o Acidente Vascular Cerebral (AVC) são as principais causas de morte em mulheres com mais de 50 anos no Brasil. Apesar do risco de câncer de mama ser a principal preocupação das mulheres, a maior incidência de morte refere-se às doenças cardiovasculares - um índice de 53% quando comparado aos 4% do câncer de mama.
Uma mudança cultural.
Dados da AHA (American Heart Association) demonstram que cerca de 60% das mulheres não têm conhecimento suficiente sobre as DCV, embora mais de 90% delas reconheçam que atividade física regular, redução de peso, controle do estresse e hábitos alimentares mais saudáveis, com redução de sal e colesterol na dieta, são medidas importantes para a redução do risco cardiovascular.
O Cardiologista do Delboni Auriemo, Alexandre Cury, revela que as mulheres apresentam os mesmos fatores de risco da doença coronariana que os homens. Mas esses fatores podem afetá-las de maneira diferente. “Devido à diferença no risco entre homens e mulheres, os esforços para prevenção e educação tradicionalmente foram direcionados aos homens. Mas agora isso está mudando, pois está ficando cada vez mais evidente que a doença coronariana afeta significativamente as mulheres”, afirma o médico.
Como prevenir?
Segundo o dr. Alexandre Cury, um melhor entendimento dos fatores de risco (como hipertensão, diabetes, colesterol, história familiar, tabagismo, obesidade, estresse e depressão) vai ajudar a controlar o aparecimento e a progressão dessas doenças, principalmente se a prevenção começar o mais precocemente possível. “A ideia principal é: se uma mulher adotasse hábitos saudáveis e preventivos desde cedo, de modo que ela apresentasse menos fatores de risco quando chegasse aos 50 anos, ela poderia ter um risco menor de doença cardiovascular e uma vida notadamente mais longa e melhor”, complementa o dr. Cury.
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