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O que é a gripe suína? |
A gripe suína é uma doença infecciosa respiratória aguda, causada pelo vírus Influenza do tipo A (H1N1). Esse vírus possui variantes que acometem não somente os suínos, mas as aves (gripe aviária) e mesmo os seres humanos, causando o conhecido “quadro de gripe”. Os vírus que acometem os animais podem também ser transmitidos ao homem, causando quadro clínico semelhante, que habitualmente são sem gravidade.
Em abril de 2009, uma nova variante da gripe suína foi reportada pelas autoridades do México e dos Estados Unidos, causando surto de gripe em humanos. O vírus identificado nesta epidemia atual é uma nova variante, que contém traços genéticos de vírus aviários, suínos e humanos. A Organização Mundial de Saúde (OMS) nomeou a nova gripe de “Gripe A (H1N1).
A preocupação dos órgãos de saúde com a nova gripe é grande porque o vírus se mostrou capaz de se disseminar entre humanos, o que o torna altamente contagioso e com potencial para se espalhar rapidamente.
O que está ocorrendo no Brasil e no mundo?
Inicialmente no México e Estados Unidos, em decorrência do aparecimento de uma nova cepa do vírus Influenza A (H1N1), várias pessoas foram infectadas e desenvolveram quadros de infecção respiratória. Em menos de dois meses da identificação deste novo vírus, mais de 100 países tiveram casos confirmados da nova gripe, ultrapassando 50 mil casos em todo o mundo.
No Brasil, mais de 15 estados já fora afetados, totalizando mais de 300 casos confirmados até o informe do Ministério da Saúde (MS) em 23/06/2009.
É importante ressaltar que países na América do Sul, principalmente Chile e Argentina, apresentam um rápido aumento do número de casos e, pelo intenso fluxo de passageiros que circulam pelos países do Mercosul, isto já começou a refletir no Brasil, pois dados do Ministério da Saúde mostram que mais da metade dos casos confirmados brasileiros são de pessoas que viajaram para estes dois países.
A maior parte dos casos confirmados é de infecção leve, entretanto, uma minoria evoluiu com sinais e sintomas mais graves que o habitual, levando algumas destas pessoas ao óbito. Os pacientes acometidos são em sua maioria pessoas jovens, uma faixa etária que não costuma adquirir este tipo de infecção de forma grave.
Quais os sinais e sintomas dessa gripe em humanos?
O quadro clínico pode variar desde a ausência de sintomas até quadros mais severos. Normalmente, os sintomas são de uma gripe forte, que começa de maneira repentina, com febre (superior a 37,5ºC), tosse e dor de garganta. Pode também ocorrer dor de cabeça, dores musculares e nas articulações, irritação nos olhos e coriza.
Como se prevenir da Gripe A (H1N1)?
Para evitar o contágio, é recomendado adotar hábitos saudáveis de higiene, como:
- Lavar as mãos com água e sabonete antes das refeições, antes de tocar os olhos, boca e nariz;
- Lavar as mãos após tossir, espirrar ou usar o banheiro;
- Evitar tocar os olhos, nariz ou boca após contato com superfícies;
- Evitar cumprimentar as pessoas com a mão ou com beijo;
- Proteger com lenços (preferencialmente descartáveis) a boca e nariz ao tossir ou espirrar;
- Manter os ambientes bem ventilados;
- Usar máscara descartável no contato com pessoas doentes pela Gripe A
(H1N1).
Além disso, as pessoas com suspeita de infecção pela Gripe A (H1N1) devem ser orientadas a não compartilhar alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal e a evitar contato próximo com outras pessoas.
É seguro comer porco e produtos de carne suína?
Sim, o vírus da gripe A (H1N1) não resiste à cocção em temperaturas superiores a 70°C, como se recomenda para a preparação de carne de porco e outras carnes para alimentação humana. Nestas condições, não há registro de transmissão da gripe suína por ingestão de alimentos.
Quais medidas já foram tomadas?
A Organização Mundial de Saúde (OMS) em cooperação com o Centro de Controle de Doenças dos EUA e diversos outros órgãos internacionais emitiram um alerta geral a todos os países informando a necessidade de medidas preventivas para o controle de disseminação desta Pandemia.
No Brasil, iniciou-se um Plano de Contingência e Controle da Doença, coordenado pelo Ministério da Saúde, sobretudo nos Portos e Aeroportos nacionais, com o objetivo de realizar uma vigilância da doença através da detecção precoce de possíveis casos. Essas ações serão intensificadas nos vôos internacionais.
Todas as Secretarias Estaduais de Saúde do Brasil também foram acionadas para intensificar o processo de monitoramento e detecção de casos suspeitos de doenças respiratórias agudas, a partir da Rede de Vigilância de Influenza e de Laboratórios.
Quais as recomendações aos viajantes que se destinam às áreas afetadas?
- Evitar locais com aglomeração de pessoas;
- Evitar o contato direto com pessoas doentes;
- Não compartilhar alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal;
- Evitar tocar olhos, nariz ou boca;
- Cobrir o nariz e a boca com um lenço quando tossir ou espirrar;
- Lavar as mãos freqüentemente com sabão e água, especialmente depois de tossir ou espirrar;
- Em caso de sintomas, procurar assistência médica e informar história de contato com doentes e viagens;
- Não usar medicamentos sem orientação médica.
Quais as recomendações aos viajantes que procedem de vôos internacionais ou que tiveram contato próximo com pessoas gripadas que retornaram de viagem ao exterior há menos de dez dias?
- Procurar assistência médica em caso de febre (temperatura corporal maior ou igual 37,5ºC) acompanhada de tosse ou dor de garganta;
- Informar ao profissional de saúde o seu roteiro de viagem ou caso
contactante.
Existe uma vacina para a gripe suína?
A Organização Mundial de Saúde está trabalhando neste sentido, mas ainda não se dispõe uma vacina específica para este surto, pois é necessário que esta vacina contenha informações das variantes do vírus Influenza A (H1N1), responsáveis pelas infecções atuais. As vacinas de Influenza disponíveis para a gripe em idosos e crianças provavelmente não conferirá proteção contra a gripe suína, não sendo indicadas, portanto, como medida de proteção ou prevenção.
Como o paciente deve ser tratado?
Existem dois antivirais que podem ser utilizados para o tratamento deste vírus: Oseltamivir e Zanamivir. No Brasil, somente o primeiro está disponível. É importante ressaltar que a prescrição destes medicamentos deve ser feita apenas por um médico, conforme indicações vigentes do Ministério da Saúde. Está fortemente contraindicada a automedicação pelos riscos de efeitos colaterais e da possibilidade de levar à resistência do vírus a este medicamento.
Mantenha-se informado:
Organização Mundial de Saúde (em inglês)
http://www.who.int/csr/disease/swineflu/en/index.html
Centro de Controle de Doenças (em inglês)
http://www.cdc.gov/flu/swine/
Ministério da Saúde do Brasil
www.saude.gov.br
Ministério da Agricultura do Brasil
www.agricultura.gov.br
Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS)
www.saude.gov.br/svs
Plano de Preparação para o Enfrentamento da Pandemia de Influenza
http://portal.saude.gov.br/portal/saude/Gestor/
visualizar_texto.cfm?idtxt=27999
Agência Nacional de Vigilância Sanitária
www.anvisa.gov.br/viajante
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