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Doença do Beijo - Mononucleose Infecciosa |
O que é a mononucleose infecciosa?
A mononucleose infecciosa popularmente conhecida como "doença do beijo", uma vez que é transmitida principalmente pela saliva, consiste em doença infecciosa altamente contagiosa causada pelo vírus Epstein-Barr.
Como ocorre a transmissão da doença?
A doença é transmitida principalmente pela saliva, mas também pode ser por transfusão sangüínea ou contato sexual.
A doença acomete qualquer faixa etária?
Sim. A mononucleose pode acometer qualquer faixa etária mas acomete sobretudo adolescentes e adultos jovens. Entretanto as condições sócio-econômicas podem definir mais especificamente a faixa etária acometida, ou seja, em países mais desenvolvidos a doença costuma atingir faixas etárias mais elevadas.
Existem fatores predisponentes?
Sim, tais como más condições de higiene pessoal e grande concentração de pessoas em pequeno espaço propiciando um maior contato íntimo.
Quais os principais sintomas?
O período de incubação pode ser de até 30 dias, fato que contribui para o aumento do contágio. A doença dura em média 3 semanas e seus principais sintomas são:
Dor de garganta
Febre
Mal estar geral
Fadiga
Aumento dos gânglios que ficam dolorosos
Aumento do fígado e baço
Cerca de 10% dos casos apresentam erupção cutânea deixando a pele avermelhada e com aspecto de lixa. Este achado pode ser ainda mais prevalente, chegando a 100%, com o uso indevido de antibióticos como penicilinas e ampicilinas, podendo ser prevenido com o diagnóstico correto e evitando a automedicação.
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico nem sempre é fácil uma vez que outras viroses podem apresentar quadro clínico semelhante (síndrome de mononucleose ou mononucleose "like"), entretanto, o médico baseia-se na história epidemiológica, quadro clínico e em exames complementares sugestivos.
Quais os exames laboratoriais disponíveis para o auxílio diagnóstico?
O hemograma completo pode apresentar presença de linfócitos atípicos, orientando o médico que deve se tratar provavelmente de quadro viral. Dentre os testes específicos para mononucleose citam-se os testes para pesquisa de anticorpos heterófilos (monoteste), que podem apresentar resultados falso-positivos e falso-negativos na presença de outras patologias, e a sorologia para pesquisa de anticorpos IgG e IgM para Epstein-Barr.
Este último apresenta maior sensibilidade e especificidade e pode indicar a presença de doença ativa ou passada. Atualmente já está disponível a pesquisa do próprio vírus pela técnica de PCR em alguns materiais tais como sangue e secreções respiratórias, possibilitando um diagnóstico mais específico.
Como a doença costuma evoluir?
Geralmente a virose é autolimitada, evoluindo sem complicações. Em alguns casos, entretanto, podem ocorrer complicações tais como meningite, encefalite, anemia hemolítica e em casos mais graves ruptura de baço.
Existe tratamento para a mononucleose?
Não existe tratamento específico. O tratamento é apenas sintomático, ou seja, o alívio dos sintomas decorrentes da doença para desta forma diminuir os transtornos por ela causados.
Existe algum tipo de vacina para preveni-la?
Não, até o momento não existe vacina disponível. |