Sarampo: sintomas, transmissão, tratamento e vacina

 

O sarampo é uma infecção que acomete, na maioria das vezes, crianças pequenas e pode ser muito perigosa e, até mesmo, mortal. Antes a doença tinha uma grande incidência no Brasil e no mundo, mas nos dias de hoje pode ser evitada pela vacinação.

Saiba mais sobre o sarampo, os sintomas, transmissão, tratamento e como evitar a doença de forma segura e altamente eficaz.

O que é sarampo?

O sarampo é uma doença infecciosa aguda, transmissível, extremamente contagiosa e muito comum durante a infância. É causada por um vírus pertencente à família Paramixoviridae e ao gênero Morbillivirus. 

O sarampo é transmitido de pessoa para pessoa e, nos últimos anos, tem sido observado o aumento do número de casos em todo o mundo, provavelmente por conta da redução na taxa de cobertura vacinal.

Como ocorre a transmissão do sarampo?

A transmissão ocorre de pessoa para pessoa através de gotículas de saliva expelidas durante a fala, tosse, espirro e respiração. Também é possível se contaminar através da dispersão de gotículas com partículas virais no ar, que podem perdurar por um tempo relativamente longo no ambiente, especialmente em locais fechados.

Principais sintomas de sarampo

Os principais sintomas são:

  • Febre; 

  • Tosse persistente;

  • Irritação ocular;

  • Corrimento do nariz;

  • Manchas avermelhadas no rosto, que progridem em direção aos pés, com duração mínima de três dias;

  • Infecção nos ouvidos;

  • Pneumonia;

  • Convulsões.

Qual a faixa etária atingida pela doença?

O sarampo acomete com mais frequência crianças e jovens adultos, mas pode ocorrer em qualquer faixa etária.

Como saber se é sarampo?

Os sinais, sintomas e a epidemiologia (história de contágio) podem auxiliar bastante no diagnóstico.

Também é possível a realização de exame de sangue, a sorologia, para a identificação de IgG e IgM. Os anticorpos específicos da classe IgM podem ser detectados no sangue na fase aguda da doença, desde os primeiros dias até quatro semanas após o aparecimento das manchas vermelhas (exantema).

Agende seu exame

Quando procurar o médico?

Se o paciente souber como se contagiou, a procura médica deve ser no momento do aparecimento dos sintomas. Nas demais situações, a orientação é a mesma para todas as doenças infecciosas: Após 24 hs de febre ou outros sintomas.

Qual o tratamento para a doença?

Não há tratamento específico para a doença. Normalmente, são usados medicamentos sintomáticos, repouso, hidratação e isolamento. Em caso de infecções secundárias, pode ser necessário o uso de antibióticos. 

Quem já teve sarampo pode pegar novamente?

Geralmente a infecção pelo sarampo gera imunidade permanente. Entretanto, existem várias doenças exantemáticas (que geram vermelhidão pelo corpo) e, muitas vezes, o diagnóstico diferencial é difícil.  

Principais complicações e sequelas do sarampo

O sarampo é uma doença perigosa que pode gerar complicações e sequelas. O vírus do sarampo pode ser extremamente agressivo e causar complicações graves que deixam sequelas e podem levar o paciente à óbito. Os desnutridos, os recém-nascidos, as gestantes e as pessoas portadoras de imunodeficiências, são mais suscetíveis a estas complicações.

Como se prevenir do sarampo?

A única forma de prevenção é tomando a vacina contra sarampo.  

Qual a vacina contra o sarampo?

A vacina tríplice viral é atenuada, contendo os vírus vivos “enfraquecidos” do sarampo, da rubéola e da caxumba.

Como rotina para crianças, as sociedades brasileiras de Pediatria (SBP) e de Imunizações (SBIm) recomendam duas doses: uma aos 12 meses e a outra aos 15 meses, podendo ser usadas a vacina SCR ou a combinada SCR-V (tetra viral), que inclui a proteção contra a Varicela (catapora).

Os adolescentes, adultos e os pertencentes ao grupo de risco, também devem tomar a vacina tríplice viral, independente do status vacinal anterior. São recomendadas duas doses, com intervalo de um a dois meses entre elas.

Pessoas com história pregressa de sarampo, caxumba e rubéola são considerados imunizados contra as doenças, mas é preciso ter certeza do diagnóstico. Na dúvida, recomenda-se a vacinação.

Quem não pode tomar a vacina?

A vacina é contraindicada para:

  • Pessoas em uso de medicamentos imunossupressores;

  • Pessoas em uso de quimioterápicos contra câncer;

  • Pessoas que receberam transplante de medula óssea;

  • Gestantes;

  • Em caso de febre, deve-se adiar a vacinação até que ocorra a melhora.