
A vacinação é a maneira mais simples e eficaz de proteger os bebês contra a bronquiolite, causa frequente de hospitalização em recém-nascidos. E como fazemos isso? Com a vacina contra a bronquiolite, que protege justamente contra Vírus Sincicial Respiratório (VSR), a causa mais comum de bronquiolite em bebês e crianças pequenas.
Essa vacina é aplicada na gestante e permite que anticorpos sejam transferidos ao bebê ainda no útero, protegendo-o nos primeiros meses de vida.
Vacina contra a bronquiolite: a melhor forma de prevenir a doença
A bronquiolite é uma infecção respiratória comum e potencialmente grave em bebês e crianças pequenas, causada principalmente pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR). A vacina contra o VSR para gestantes é uma medida preventiva importante, pois permite que a mãe produza anticorpos contra o VSR e os transmita ao bebê durante a gravidez.
Essa proteção passiva ajuda a reduzir o risco de bronquiolite e de outras infecções respiratórias causadas pelo VSR no bebê nos primeiros meses de vida, quando ele é mais vulnerável a complicações.
Igualmente importante na prevenção da bronquiolite é evitar a exposição ao vírus sincicial respiratório (VSR). Isso inclui manter o bebê longe de pessoas doentes, higienizar frequentemente as mãos, evitar locais fechados e aglomerados, e, quando possível, limitar o contato com crianças pequenas que frequentam creches, onde as infecções respiratórias são comuns.
Essas medidas ajudam a reduzir a exposição de bebês e crianças ao VSR, especialmente nos meses mais frios, quando o vírus circula com mais intensidade.
O que é o vírus sincicial respiratório?
O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é o principal responsável pela bronquiolite em bebês e crianças pequenas. Ele é altamente contagioso e se propaga facilmente, especialmente em ambientes fechados e durante os meses mais frios.
O VSR ataca o sistema respiratório, causando uma inflamação nos bronquíolos, pequenas vias aéreas que levam o ar até os alvéolos dos pulmões.
Os sintomas do VSR incluem dificuldade para respirar, febre e tosse persistente. Embora possa afetar pessoas de todas as idades, bebês e crianças menores de dois anos correm mais riscos de desenvolver complicações graves.
O que é a bronquiolite?
A bronquiolite é uma infecção viral das vias aéreas inferiores, que geralmente ocorre em bebês e crianças menores de dois anos. A doença causa inflamação nos bronquíolos, dificultando a passagem do ar e, consequentemente, a respiração.
Embora diferentes vírus possam ser a causa da bronquiolite, a mais comum é o vírus sincicial respiratório (VSR), responsável por até 75% dos casos de bronquiolite em bebês.
Os sintomas mais comuns são congestão nasal e coriza, tosse persistente, febre moderada, falta de apetite e irritabilidade. Mas, nos casos mais graves, as crianças podem apresentar respiração acelerada, chiado no peito, falta de ar ou desconforto respiratório, gemência ou coloração azulada na boca e nas pontas dos dedos.
A bronquiolite é uma das principais causas de hospitalização em bebês e, em casos mais graves, pode levar a complicações respiratórias graves, como insuficiência respiratória. A vacinação é uma das estratégias mais eficazes para prevenir a infecção por VSR e, consequentemente, a bronquiolite.
Vacina contra a Bronquiolite: para quem a vacina é indicada?
A melhor forma de proteger contra a infecção pelo VSR varia de acordo com o público ao qual ela é direcionada.
Beyfortus
Beyfortus é nome comercialmente utilizado para o Nirsevimabe, um anticorpo monoclonal aplicado através de uma injeção que oferece proteção contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) e suas complicações.
O Beyfortus é recomendado para recém-nascidos, lactentes e crianças de até 12 meses de vida, caso do público geral, e até 24 meses para crianças com comorbidades. Ele confere proteção contra o VSR pois contém em sua fórmula os anticorpos monoclonais prontos para a imunização.
Abrysvo
A Abrysvo® é a primeira vacina aprovada pela ANVISA que previne a infecção pelo vírus sincicial respiratório (VSR) em gestantes. O imunizante tem como indicação clínica a prevenção da doença do trato respiratório inferior causada pelo VSR em bebês.
Através da sua aplicação na gestante, os anticorpos são passados para o bebê através da placenta. A vacina é recomendada para gestantes preferencialmente entre a 28ª e 36ª semana da gravidez e é aplicada em dose única.
O imunizante é importante pois permite que os bebês que recebem os anticorpos de forma passiva estejam protegidos do nascimento até os seis primeiros meses de vida.
A vacina é aplicada em quantas doses?
A vacina Abrysvo é aplicada em dose única no segundo ou terceiro trimestre da gestação, ou seja, entre as semanas 24 e 36, preferencialmente, entre a 28ª e a 36ª semanas. Ela é administrada por via intramuscular, preferencialmente na região do músculo deltoide do braço.
Possíveis eventos adversos
Como qualquer vacina, a Abrysvo pode causar alguns eventos adversos, embora geralmente leves e temporários. Os principais são febre baixa, dor no local da aplicação, irritabilidade e fadiga.
A vacina é considerada segura e a incidência de eventos adversos graves é baixa. É importante discutir com o seu obstetra quaisquer dúvidas e relatar qualquer reação inesperada.
Quais os riscos que o VSR pode trazer?
Como já mencionado, bebês e crianças pequenas estão propensos a desenvolver bronquiolite, uma inflamação aguda dos bronquíolos que pode causar dificuldades respiratórias graves. Os sintomas incluem tosse, chiado no peito e, em casos graves, dificuldade para respirar, o que pode exigir hospitalização.
Os recém-nascidos e lactentes são particularmente vulneráveis, pois suas vias respiratórias são menores e o sistema imunológico ainda está em desenvolvimento.
Além disso, os bebês com doenças pré-existentes, como pneumopatia da prematuridade ou problemas cardíacos, enfrentam riscos ainda maiores de complicações, tornando essencial a vacinação.
O VSR também pode levar a complicações graves em idosos ou indivíduos com condições de saúde subjacentes, como doenças cardíacas ou pulmonares crônicas. Isso inclui pneumonia e exacerbação de doenças respiratórias, aumentando o risco de hospitalização e até mesmo de morte.
A vulnerabilidade é ainda mais acentuada em adultos imunocomprometidos, que podem não conseguir combater eficazmente a infecção, resultando em consequências graves para a saúde.
Vacina VSR e amamentação: existe alguma relação?
A amamentação por si só é um fator de proteção fundamental para a saúde do bebê. No entanto, no caso da vacina Abrysvo, a transferência de anticorpos específicos contra o VSR ocorre através da placenta, durante a gestação.
Isso garante que o bebê já nasça com um alto nível de proteção, que perdura pelos primeiros seis meses de vida, período de maior vulnerabilidade.
Dessa forma, a proteção via placenta é considerada a principal estratégia para a prevenção da doença grave pelo VSR no recém-nascido.
Qual é a diferença entre anticorpos monoclonais e vacina contra a bronquiolite?
A vacina contra a bronquiolite é projetada para imunizar a pessoa que se vacina, estimulando a produção de anticorpos contra o VSR. No caso da vacina administrada à gestante, o bebê receberá anticorpos através da placenta e estará protegido por alguns meses.
Já o anticorpo monoclonal nirsevimabe é uma injeção de anticorpos prontos que é administrada diretamente no bebê para prevenir o VSR.
Tanto o anticorpo monoclonal administrado diretamente na criança quanto os anticorpos que a gestante, ao ser vacinada, transfere ao bebê através da placenta, conferem proteção temporária à criança nos primeiros meses de vida.
Importância da vacinação para prematuros e grupos de risco
A proteção contra o VSR é especialmente importante para bebês prematuros e aqueles pertencentes a grupos de risco.
Prematuros possuem um sistema imunológico ainda imaturo e pulmões que não se desenvolveram completamente, o que os torna extremamente suscetíveis a infecções respiratórias graves.
Além da prematuridade, outros grupos de alto risco para complicações pelo VSR incluem crianças menores de 2 anos com doença pulmonar crônica da prematuridade ou com doença cardíaca congênita com repercussão hemodinâmica.
Para essas populações vulneráveis, a imunização passiva com anticorpos monoclonais como o nirsevimabe (Beyfortus) ou o palivizumabe é uma recomendação médica prioritária para reduzir o risco de hospitalização e quadros graves de bronquiolite.
Preço e onde agendar a vacina que pode prevenir a bronquiolite em bebês?
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Autora: Dra. Maria Isabel de Moraes Pinto - Infectopediatra e médica consultora em vacinas da Dasa