Sexagem fetal: o exame que identifica o sexo do bebe antes do ultrassom

A gravidez é cheia de momentos especiais. Entre eles, está aquele momento mágico de saber de forma confiável e segura se vem uma menina ou um menino por aí. Com o exame de sexagem fetal, é possível saber, antes do ultrassom, qual será o sexo do bebê e se preparar com antecedência para a chegada da criança.

O que é sexagem fetal e para que serve?

A sexagem fetal faz parte dos exames de gravidez. É um exame não invasivo que serve para identificar o sexo do bebê a partir da 8ª semana de gestação, antes mesmo do ultrassom obstétrico.

Como funciona o exame de sexagem fetal?

O exame de sexagem consegue detectar frações de DNA do bebê no plasma da mãe através de biologia molecular. Para isso é realizada uma coleta de sangue da nova mamãe. Caso o exame aponte a presença do cromossomo Y, exclusivo do sexo masculino, significa que o bebê é um menino. Na ausência dele, significa que é uma menina.

Como funciona o exame de sexagem fetal

Pré-requisitos

O pré-requisito é que o exame seja realizado a partir da 8ª semana de gravidez, contando a partir da data da última menstruação. É importante dizer que o ideal é realizar a sexagem fetal na 11ª semana de gestação, pois é quando o número de células fetais presentes no sangue materno aumenta, fornecendo maior assertividade no resultado. 

Preparo 

Para realizar o exame não é exigido nenhum tipo de preparo anteriormente. Recomenda-se apenas que a gestante esteja bem alimentada e hidratada para realizar a coleta sanguínea.

Contraindicações 

Não há nenhuma contraindicação específica que impede a realização do exame, podendo ser feito por qualquer gestante dentro do período recomendado.

Tempo de duração

O exame é coletado rapidamente, durando cerca de 5 minutos.

Coleta para o exame de sexagem fetal

A coleta de sangue para o exame é como a de um hemograma. A mamãe não precisa estar de jejum, ter pedido médico em mãos ou realizar algum preparo prévio.

Agende seu exame

 

A partir de quando o exame de sexagem fetal pode ser feito?

O exame de sexagem fetal pode ser feito a partir da oitava semana de gravidez, contando a partir da data da última menstruação. Desse momento em diante, a taxa de assertividade do exame é de 99,9%.

O exame de sexagem fetal é seguro?

Sim. Por ser apenas uma coleta de sangue, o exame de sexagem fetal é completamente seguro tanto para a mãe quanto para o bebê.

A sexagem fetal é mais precisa do que o ultrassom? Qual a diferença entre os dois?

A diferença da sexagem fetal e do ultrassom está no fato do ultrassom, ou ecografia,  ser um exame de imagem que avalia a morfologia, formato do genital, em que há a identificação se é um bebe do sexo masculino ou feminino por meio da imagem. A sexagem fetal é muito sensível por detectar o DNA do feto desde o início da gravidez. Entre a oitava e a décima terceira semana, quando o ultrassom ainda não tem tanta sensibilidade e acurácia para identificar o sexo do bebe, a sexagem fetal apresenta a melhor taxa de precisão.

Quanto tempo demora o resultado do exame de sexagem fetal?

O tempo que leva para o resultado ficar pronto depende da urgência da solicitação, variando de 3 a 10 dias após a coleta.

A sexagem fetal pode ter resultados imprecisos?

Existem algumas situações que podem levar o exame de sexagem fetal ao erro. Em casos da fertilização in vitro, por exemplo, há a chance de um dos embriões implantados no útero da mãe não evoluir e ser reabsorvido pelo organismo materno. O teste pode detectar a presença de cromossomos masculinos vindos desse embrião que não se desenvolveu.

A sexagem fetal consegue dizer o número de crianças em uma gravidez?

Não. A sexagem fetal consegue identificar se o bebê é menino ou menina. Caso haja a presença de cromossomo Y, é possível dizer que há, no mínimo, um bebê homem, mas não determinar se são gêmeos, trigêmeos... Da mesma forma, a ausência do cromossomo Y no plasma aponta a presença de um bebê do sexo feminino, sem poder dizer a quantidade de bebês. 

É possível fazer o exame em uma gravidez de gêmeos?

Sim, mesmo em gestação de gêmeos, é possível fazer o exame de sexagem fetal. Caso a gestação seja gemelar bivitelina, ou seja, quando há a formação de duas placentas, o resultado obtido pode ser parcial, não sendo possível identificar o sexo de ambos os bebês.

O resultado pode apresentar negativo para o cromossomo Y, o que significa que ambos os bebês são do sexo feminino. Se o resultado for positivo para cromossomo Y, significa que pelo menos um dos bebês é do sexo masculino, mas não significa que o outro bebê também seja.

Já se a gestação for univitelina, ou seja, quando os bebês dividem a mesma placenta, o resultado obtido serve para os dois bebês.

Quais as diferenças entre sexagem fetal e outros testes tradicionais?

Independente da idade para engravidar, os exames durante todas as fases da gravidez são extremamente importantes para avaliar a saúde da mãe e do bebê.

A sexagem fetal é responsável por identificar o sexo do bebê por meio dos fragmentos do DNA encontrados na coleta de sangue, sendo um exame que proporciona um resultado preciso. 

Outros exames podem ser utilizados, como o ultrassom morfológico, método de tubérculo genital fetal e o método intelligender.

O ultrassom morfológico identifica o sexo do bebê através de imagens e é recomendado entre a 11ª e a 14ª semana, entre a 18ª e 22ª semana no segundo trimestre e 33ª a 34ª semana no terceiro trimestre de gravidez.

O Tubérculo Genital Fetal avalia a área genital do bebê, utilizando uma inclinação específica para capturar imagens da região. O exame pode ser realizado a partir de 8 semanas, mas o recomendado é realizá-lo com 11 semanas de gestação. 

O intelligender utiliza outro método para identificar o sexo do bebê, que é através da urina. É realizada uma coleta que apresenta resultado rápido, se a luz que acende for laranja, significa que é menina. Se a luz for verde, menino.

O exame identifica problemas genéticos?

Não, a sexagem fetal não identifica problemas genéticos, mas pode identificar complicações, como hiperplasia congênita da adrenal, a síndrome da feminização testicular e outras condições raras. Para confirmar o diagnóstico, recomenda-se o agendamento de exames complementares.